Só queria te dizer que estou com saudades,
que a força da voz de Elis Regina
me fez sentir a tua ausência
e que a doçura de Tom Jobim,
por um instante, te trouxe
ao meu lado.
terça-feira, 1 de abril de 2008
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Corpos
Observe esses corpos.
Esses corpos escanteados.
Graúdos ou robustos,
Desenvolvidos ou mirrados.
Mas observe esses corpos ultrapassados.
Corpos que possuem o limo do
Tempo.
Que carregam consigo conhecimento,
Mas são esses que se deformam.
Deformam-se e talvez nunca
Consigam ser como antes,
Pois o antes sempre foi o
Presságio do agora.
Esses corpos escanteados.
Graúdos ou robustos,
Desenvolvidos ou mirrados.
Mas observe esses corpos ultrapassados.
Corpos que possuem o limo do
Tempo.
Que carregam consigo conhecimento,
Mas são esses que se deformam.
Deformam-se e talvez nunca
Consigam ser como antes,
Pois o antes sempre foi o
Presságio do agora.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Servidão Humana
Chego em casa e abro a minha geladeira. Tomo um ovo... A casca era áspera e apresentava um tom esverdeado. Receioso de abrí-lo por causa de suas características externas, decido escolher outro mais liso e de uma cor mais agradável. Até na escolha do ovo que eu havia de comer, eu me deixei levar pela aparência.
O bonitinho estava podre por dentro. Uma podridão incerta e recente: Horrível! Ao quebrá-lo, o centro amarelo não se apresentava assim: Era preto tal qual angústia. O cheiro? Este não pretendo sentir nunca mais na vida. Nem mesmo ver aquela escuridão.
Por um instante, enquanto aquela figura disforme rebolava na frigideira, vi o meu mundo. Meu mundo de evitações, angústias e estômago.
Assim, a Fome me arrebatou, me fez sentir humano e, depois, ao saciá-la, foi fonte do meu prazer. Penso dessa forma pela razão da incansável busca do prazer.
Meu bom amigo, por favor me diga, o que te dá prazer? O que nos resta na vida além do prazer? Já que ela é só, e somente só, uma série de pensamentos sórdidos e preocupações insignificantes.
O bonitinho estava podre por dentro. Uma podridão incerta e recente: Horrível! Ao quebrá-lo, o centro amarelo não se apresentava assim: Era preto tal qual angústia. O cheiro? Este não pretendo sentir nunca mais na vida. Nem mesmo ver aquela escuridão.
Por um instante, enquanto aquela figura disforme rebolava na frigideira, vi o meu mundo. Meu mundo de evitações, angústias e estômago.
Assim, a Fome me arrebatou, me fez sentir humano e, depois, ao saciá-la, foi fonte do meu prazer. Penso dessa forma pela razão da incansável busca do prazer.
Meu bom amigo, por favor me diga, o que te dá prazer? O que nos resta na vida além do prazer? Já que ela é só, e somente só, uma série de pensamentos sórdidos e preocupações insignificantes.
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Manda-me um cartão postal
Os dias vão passando e, sei lá, me parece que são só mais alguns dias. Esses dias vão me fazer falta quando eu tiver 64 anos, perdendo meus cabelos e querendo saber se o que tu tinhas me prometido vai ser realizado. Capaz que não... O futuro é tão longe e incerto para ti. Enquanto vivemos neste eterno presente, o mundo gira e as marcas aparecem em mim. Não faz sentido de forma alguma. Mas o que tu esperavas de mim? Um incerto irracional que se apega facilmente...Eles nos querem e vão nos ter. No futuro, é certo.
segunda-feira, 12 de março de 2007
À Dona
Eu peguei e te mostrei
as minhas feridas.
Estavam todas abertas...
Uma por uma as tocaste.
Agora, faça bom proveito...
Do lado de lá!
as minhas feridas.
Estavam todas abertas...
Uma por uma as tocaste.
Agora, faça bom proveito...
Do lado de lá!
sexta-feira, 9 de março de 2007
Só você
Eu estava caminhando pela rua, prestando atenção nas cores e fumaças que me rodeavam quando que por um impulso meus olhos miraram um pôster da revista da semana. Letras amarelas num fundo preto e uma bela mulher. Parei e prestei atenção. Aquelas letras bem dispostas gritavam: A ciência entende a mulher. Por um instante meus olhos se abriram tomados de espanto. "Meu deus, a ciência alcançou o inatingível! Temos de pará-la!" pensei baixinho...
Não sei do que se tratava aquela matéria berrante. Não quero nem saber! Poupe-me da quebra de expectativa. Era tão bom falar "Mulheres, quem as entende?". Era tão bom tê-la diante dos olhos e faltar palavras. Era tão bom fazer o possível para tirar um sorriso daquele rosto. Amar. Amá-la e não ter ciência.
Por favor, não tire a graça das coisas. Só isso...
Não sei do que se tratava aquela matéria berrante. Não quero nem saber! Poupe-me da quebra de expectativa. Era tão bom falar "Mulheres, quem as entende?". Era tão bom tê-la diante dos olhos e faltar palavras. Era tão bom fazer o possível para tirar um sorriso daquele rosto. Amar. Amá-la e não ter ciência.
Por favor, não tire a graça das coisas. Só isso...
terça-feira, 6 de março de 2007
Tomado de realidade
Infantil. Demasiadamente Infantil. Sim, também despertou essa outra face. A face ingênua. Ingênua e amendrontada, imagino, afinal como mero espectador não conseguiu perceber.
Ele interpelou tentando dizer que as coisas chatas da vida o impedem de seguir em frente. Ela disse que para a vida, a chatice não é mais desculpa. Claro, há mais razão naquilo que tu não acreditas do que naquilo que, cegamente, achas ser a razão para as questões mais naturais.
Bem, ele guaguejou e disse. De fato, ela não entendeu. E isso fez com que ele repetisse, pausadamente, aquilo que não desejara. A dor aumentou mas falou. Falou demonstrando uma certa certeza. Esta ele não possuía. Todavia para a realidade crua e universal, tais certezas valem menos que uma mentira jogada ao nada.
Acatou e sorriu. Ele percebeu que antes dos pesonagens, os quais matamos diariamente- apesar de que afirmo certa estabilidade humana-, as pessoas são peças raras - apesar de olhar pela janela e ver dezenas. Raras pois são a célula mais sensível do mundo. Pense.
Ele interpelou tentando dizer que as coisas chatas da vida o impedem de seguir em frente. Ela disse que para a vida, a chatice não é mais desculpa. Claro, há mais razão naquilo que tu não acreditas do que naquilo que, cegamente, achas ser a razão para as questões mais naturais.
Bem, ele guaguejou e disse. De fato, ela não entendeu. E isso fez com que ele repetisse, pausadamente, aquilo que não desejara. A dor aumentou mas falou. Falou demonstrando uma certa certeza. Esta ele não possuía. Todavia para a realidade crua e universal, tais certezas valem menos que uma mentira jogada ao nada.
Acatou e sorriu. Ele percebeu que antes dos pesonagens, os quais matamos diariamente- apesar de que afirmo certa estabilidade humana-, as pessoas são peças raras - apesar de olhar pela janela e ver dezenas. Raras pois são a célula mais sensível do mundo. Pense.
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