Infantil. Demasiadamente Infantil. Sim, também despertou essa outra face. A face ingênua. Ingênua e amendrontada, imagino, afinal como mero espectador não conseguiu perceber.
Ele interpelou tentando dizer que as coisas chatas da vida o impedem de seguir em frente. Ela disse que para a vida, a chatice não é mais desculpa. Claro, há mais razão naquilo que tu não acreditas do que naquilo que, cegamente, achas ser a razão para as questões mais naturais.
Bem, ele guaguejou e disse. De fato, ela não entendeu. E isso fez com que ele repetisse, pausadamente, aquilo que não desejara. A dor aumentou mas falou. Falou demonstrando uma certa certeza. Esta ele não possuía. Todavia para a realidade crua e universal, tais certezas valem menos que uma mentira jogada ao nada.
Acatou e sorriu. Ele percebeu que antes dos pesonagens, os quais matamos diariamente- apesar de que afirmo certa estabilidade humana-, as pessoas são peças raras - apesar de olhar pela janela e ver dezenas. Raras pois são a célula mais sensível do mundo. Pense.
terça-feira, 6 de março de 2007
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