segunda-feira, 12 de março de 2007

À Dona

Eu peguei e te mostrei
as minhas feridas.
Estavam todas abertas...
Uma por uma as tocaste.
Agora, faça bom proveito...
Do lado de lá!

sexta-feira, 9 de março de 2007

Só você

Eu estava caminhando pela rua, prestando atenção nas cores e fumaças que me rodeavam quando que por um impulso meus olhos miraram um pôster da revista da semana. Letras amarelas num fundo preto e uma bela mulher. Parei e prestei atenção. Aquelas letras bem dispostas gritavam: A ciência entende a mulher. Por um instante meus olhos se abriram tomados de espanto. "Meu deus, a ciência alcançou o inatingível! Temos de pará-la!" pensei baixinho...
Não sei do que se tratava aquela matéria berrante. Não quero nem saber! Poupe-me da quebra de expectativa. Era tão bom falar "Mulheres, quem as entende?". Era tão bom tê-la diante dos olhos e faltar palavras. Era tão bom fazer o possível para tirar um sorriso daquele rosto. Amar. Amá-la e não ter ciência.
Por favor, não tire a graça das coisas. Só isso...

terça-feira, 6 de março de 2007

Tomado de realidade

Infantil. Demasiadamente Infantil. Sim, também despertou essa outra face. A face ingênua. Ingênua e amendrontada, imagino, afinal como mero espectador não conseguiu perceber.
Ele interpelou tentando dizer que as coisas chatas da vida o impedem de seguir em frente. Ela disse que para a vida, a chatice não é mais desculpa. Claro, há mais razão naquilo que tu não acreditas do que naquilo que, cegamente, achas ser a razão para as questões mais naturais.
Bem, ele guaguejou e disse. De fato, ela não entendeu. E isso fez com que ele repetisse, pausadamente, aquilo que não desejara. A dor aumentou mas falou. Falou demonstrando uma certa certeza. Esta ele não possuía. Todavia para a realidade crua e universal, tais certezas valem menos que uma mentira jogada ao nada.
Acatou e sorriu. Ele percebeu que antes dos pesonagens, os quais matamos diariamente- apesar de que afirmo certa estabilidade humana-, as pessoas são peças raras - apesar de olhar pela janela e ver dezenas. Raras pois são a célula mais sensível do mundo. Pense.